O
Museu Americano de História Natural, organizou, há alguns anos, uma
exposição inusitada para um dos museus mais proeminentes do mundo. O tema foram os dragões e outras criaturas do
universo fantástico: Criaturas Míticas. O seu objectivo não foi
demonstrar que essas criaturas são, afinal, reais, mas chamar a atenção para a
forma como os mitos e os arquétipos passaram a conviver connosco, para podermos
dar sentido às coisas que não entendemos.
“É
uma coisa que atravessa o tempo e as culturas. Estas criaturas nascem da
imaginação dos povos como forma de explicar e dar sentido aos fenómenos e às
maravilhas do universo natural, que assombram, parecem estranhas e confusas e
são muitas vezes difíceis de interpretar ou explicar.”- Ellen Futter,
Presidente do Museu.
A China antiga reverenciava quatro animais mágicos, benevolentes e espirituais: o Dragão, a Tartaruga, o Unicórnio e a Fénix.
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Fénix
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É uma montada dos Imortais.
O mito da Fénix, (do grego phoenix), surge na mitologia greco-romana e integra os mitos da antiguidade clássica.
Uma certa visão da origem da vida defendia que a essência vital, ( Hiquê) vinha de uma terra mágica e longinqua, conhecida como Ilha de Fogo. Este era um lugar de luz duradoura, onde os deuses nasciam ou reviviam para além do tempo, sendo daí enviados ao nosso mundo. A Fênix era o principal mensageiro dessa terra só acessível aos deuses, trazendo desse mundo onde a eternidade se manifesta, a mensagem da luz e da vida, perdida do homem comum, oculta no desamparo das sombras primordiais. Ao terminar o seu vôo, a Fénix desceu em Heliópolis, onde anunciou a nova era.
Bennu é "Aquele que veio a ser por si mesmo". "O Ascendente", "O Senhor dos Jubileus Reais".
No livro dos Mortos, o bennu diz: Eu sou o pássaro bennu, o coração-alma de Ra, o guia dos deuses para o Tuat,"
A ave aparece também associada ao sol Nascente, ao ritmo quotidiano do sol e ao Deus egípcio Ra, o deus do sol, sendo considerada como a sua alma. e um dos símbolos sagrados das revoluções solares, intimamente ligadas aos grandes processos evolutivos da humanidade.
Surge igualmente como manifestação do deus Osiris ressuscitado
Segundo relatos de Heródoto e Plutarco, trata-se de uma ave magnífica, de incomparável esplendor, com uma plumagem escarlate e dourada, um canto sobrenatural e uma longevidade extraordinária, possuindo a faculdade de renascer das suas cinzas, depois de se consumir pelo fogo num processo de auto combustão.
O seu aspecto simbólico manifesta-se na sua associação à emergência cíclica da morte e da ressurreição, o ciclo que encerra em si o milagre da imortalidade, o triunfo da vida sobre a morte.Segundo relatos de Heródoto e Plutarco, trata-se de uma ave magnífica, de incomparável esplendor, com uma plumagem escarlate e dourada, um canto sobrenatural e uma longevidade extraordinária, possuindo a faculdade de renascer das suas cinzas, depois de se consumir pelo fogo num processo de auto combustão.
Por representar criação e renovação, acompanha o calendário egípcio, sendo o Templo de Bennu bastante conhecido pelos muitos instrumentos usados para medir o registar o tempo.
A designação Fénix passou posteriormente a ser usada como tradução para nomes de aves lendárias semelhantes, comuns noutras culturas. É a Fenghuang chinesa, a Hou-Ou japonesa, o Pássaro de Fogo das lendas russas ou a Asimurgh da mitologia persa e sufi. Os árabes também a mencionavam na figura da ave cinomolgus, que construia o seu ninho com canela no topo das copas das árvores. A todas estas aves mitológicas foi atribuído o poder de se incendiarem e renascerem das suas próprias cinzas.
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